14 outubro 2009

O Tigre Branco

Li sobre este livro na Academia de Livros e achei que a narrativa poderia ser interessante, por isso adicionei-o à minha lista de “livros a ter em conta”. (Devo dizer que esta lista é tão extensa e desordenada que não acreditei ser possível lê-lo tão depressa!) Mas quando entrei na livraria com intenção dar uma “vista de olhos” ele estava lá à minha espera. Li as primeiras páginas por curiosidade e o entusiasmo que senti é difícil de explicar.



A Índia é um país muito enraizado numa cultura tão sua e tão diferente da nossa que fascina e cativa facilmente a atenção, mas nem tudo é bem o que parece. Como este livro pretende ser um “espelho da verdade” resolvi acreditar em Aravind Adiga e ler o livro que ele escreveu com o objectivo de mostrar a verdadeira Índia.

Balram Halwai, mais conhecido por Munna (rapaz), ouve na rádio o anuncio de que o Primeiro-Ministro chinês vem visitar a Índia e decide escrever-lhe sete cartas contando a história da sua vida. É a
través deste relato que pretende mostrar os dois lados da Índia: a Escuridão e a Luz.Balram esclarece que a Índia tem duas caras e sabe que as autoridades indianas não vão revelar ao seu ilustre visitante tudo o que acontece na sua nação. Ele sabe muito bem só lhe vai ser mostrado o lado mais bonito e fascinante da Índia (a Luz), por isso escreve sobre as suas origens na Escuridão, a família numerosa, as condições de vida, a casta, o comportamento social, a educação, a religião e o Rio Ganger.

É uma história de sobrevivência contada na primeira pessoa e exemplificada com acontecimentos pessoais onde a desigualdade, a injustiça e sobretudo a desumanização estão demasiado presentes.
Ao fim de algum tempo ficamos a saber que ele é um “Tigre Branco”.
- Tigre Branco?
- Sim, um tigre muito raro que nasce de tigres comuns.


Para finalizar, transcrevo um pequeno trecho do livro que chama a atenção do Mundo para a potência económica da China e da Índia:
“Por uma questão de respeito pelo amor à liberdade demonstrado por parte do povo chinês, e também na convicção de que o futuro do mundo cabe ao homem amarelo e ao homem castanho, agora que o nosso amo de outrora, o homem de pele branca, definhou à práctica de sodomia e à utilização abusiva de telemóveis e de drogas, prontifico-me a contar-lhe (...) a verdade a respeito de Bangalore.”

(Bangalore
- É a capital tecnológica da Índia, onde se situam mais de 1500 empresas e instituições de pesquisa científica e tecnológica.)



3 comentários:

Jojo disse...

Oi!
Este ambém está na minha lista...
Obrigada pela tua sincera opinião.

Bjinhos**

Cristina Bernardes disse...

Já li e adorei... gostei bastante.
Bom fim de semana.

cris disse...

já li e gostei muito. A minha opinião em http://otempoentreosmeuslivros.blogspot.com/2010/10/brutal.html
oas leituras